Pensamento Reformado em Meio a Crise

SOLA ESCRIPTURA, SOLA FIDE, SOLA GRATIA, SOLO CRISTUS E SOLE DEO GLÓRIA

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A importância das conexões na comunicação do Evangelho


 

Jesus foi o maior de todos os mestres. Seus discípulos o chamaram de mestre. Ele mesmo se apresentou como mestre e até seus inimigos reconheceram que ele era mestre. Jesus foi o maior de todos os mestres por causa da variedade de seus métodos e por  causa da sublimidade de sua doutrina. Jesus não foi um alfaiate do efêmero, mas um escultor do eterno. Sendo o Mestre dos mestres, o maior comunicador de todos os tempos, Jesus usou com perícia invulgar importantes conexões em sua comunicação.
Quero ilustrar esse fato incontroverso com suas cartas endereçadas às igrejas da Ásia Menor. Visitando as ruínas dessas históricas cidades recentemente, pude constatar de forma inequívoca essas conexões usadas por Jesus. Vejamos, por exemplo a carta enviada à igreja de Laodicéia.

Em primeiro lugar, Jesus usou a conexão geográfica. Laodicéia era uma rica cidade situada no Vale do Lico, uma fértil região, entre as cidades de Hierápolis e Colossos. Hierápolis é uma fonte termal, de onde jorram águas quentes do topo de uma montanha branca, chamada castelo de algodão. Essas águas quentes eram terapêuticas. Em Colossos, do outro lado do vale, ficavam as fontes de águas frias, também terapêuticas. Porém, Laodicéia não tinha fontes de águas.

Suas águas vinham por meio de dutos desde as montanhas e chegavam à cidade mornas e sem qualquer efeito terapêutico. Jesus usa essa conexão geográfica para dirigir-se à igreja, dizendo-lhe: "Conheço as tuas obras, quem não és quente nem frio. Quem dera foras frio ou quente. Porque és morno, estou a ponto de vomitar-te da minha boca".

Em segundo lugar, Jesus usou a conexão econômica. Das três cidades do Vale do Lico, Laodicéia era a mais rica. Era um poderoso centro comercial. O comércio de ouro vindo de Sardes era famoso. A cidade era um dos maiores centros bancários da Ásia Menor. A igreja, longe de influenciar a cidade, foi por ela influenciada. Ao olhar-se no espelho, julgou-se rica e abastada. Jesus, porém, repreende a igreja afirmando que ela era pobre e miserável e deveria comprar ouro puro para se enriquecer. Conforme o ensino de Jesus a riqueza material não é sinônimo de prosperidade espiritual.

Em terceiro lugar, Jesus usou a conexão industrial. Laodicéia era famosa pela indústria têxtil. A lã de cor escura, fabricada em Laodicéia, era famosa em toda a Ásia Menor. A cidade tinha orgulho de sua indústria têxtil. Jesus usa esse gancho para exortar a igreja, ordenando-lhe a comprar vestes brancas para se vestir, a fim de que sua vergonha não fosse manifesta.

Em quarto lugar, Jesus usou a conexão científica. Laodicéia era o maior centro oftalmológico do Império Romano. Naquela cidade asiática fabricava-se o pó frígio, um remédio quase milagroso na cura das doenças dos olhos. Pessoas de todos os cantos do mundo viajavam para essa próspera cidade em busca de tratamento. Na cidade mais importante do mundo no tratamento de doenças dos olhos, havia uma grande cegueira espiritual, que estava atingindo a própria igreja. Então, Jesus exorta a igreja a comprar colírio para ungir os seus olhos, a fim de ver com clareza as realidades espirituais.

A mensagem do evangelho é imutável. Ela atravessa os séculos e não sofre variação. Porém, precisamos conhecer a geografia, a história e a cultura da cidade onde estamos inseridos, para fazermos conexões oportunas e pertinentes na comunicação do evangelho. Precisamos ler o texto e  o contexto; precisamos interpretar a palavra e o povo. John Stott, um dos maiores expositores bíblicos de todos os tempos, falecido no dia 27 de julho de 2011, disse acertadamente que o sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto antigo e o ouvinte contemporâneo. Que Deus nos ajude a abrir os olhos espirituais para fazermos as conexões necessárias, a fim de comunicarmos com mais eficácia a mensagem gloriosa do evangelho.

Reverendo Hernandes Dias Lopes
Diretor executivo da LPC

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Construindo Relacionamentos Saudáveis

Alessandro Francisco da Silva

Diácono Congregacional


 

Texto de João 13:34-35

34 – Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos amei uns aos outros.

35 – Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns para com os outros.


 

A vida humana é permeada de eventos que o levam a montar expectativas para o seu futuro, conquistar objetivos, sonhos, na busca de encontrar plena satisfação interior. Isso não é totalmente possível sem construir relacionamentos que o facilitem chegar a seus alvos ou simplesmente que lhes dê uma condição emocional satisfatória no meio em que vivem.

Deus nos criou como seres capazes de desenvolver relacionamentos, com a natureza e com o Criador, o Próprio Deus vinha até Adão para manter um relacionamento (Gn3:8). Ele nos criou a sua Imagem e semelhança, com sentimentos e capacidades que nos credenciam a construirmos relacionamentos saudáveis.


 

1º Unidade – (Pré-disposição ou Desejo a Estarem Juntos)


 

•Efésios 4:1-6

•I Coríntios 1:10 - Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.


 

2º Perdão (Renuncia do Ego)


 

•Mateus 6:12, 14-15

12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;

15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.


 

•Efésios 4:32 - Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.


 

3º Amor (Dedicação, Afeto e Entrega).


 

•João 13:35– Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns para com os outros.


 

•I Coríntios 13:1-3

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.


 

Uma Igreja forte, sólida, abundante e equilibrada precisa da Direção do Seu Cabeça, que é Cristo, e também de uma consciência mútua dos Cristãos que congregam nela de que é necessário plantar, construir, manter relacionamentos saudáveis à Luz da Palavra de Deus. Consequentemente a isto, o mundo verá o poder de Deus na Terra olhando para a Igreja de Cristo, remida, unida, unanime, satisfeita e Plena de pessoas curadas, maduras que vivem um ambiente verdadeiramente Cristão. Abandonemos pois, todas as práticas que nos impedem de crescer como Crentes e prossigamos no Amor de Deus, para a Glória do Seu Santo Nome! A Ele seja a Glória.